Segundo ciclo da sétima edição do Germinar está na fase de pilotos e testa soluções para questões relacionadas a abastecimento, incentivos fiscais, gestão da inovação e eficiência logística. Programa já levou 17 startups a se tornarem fornecedoras da M. Dias Branco
Toda empresa convive com questões que impactam custos, produtividade, riscos e capacidade de crescimento. Algumas são conhecidas há anos. Outras surgem conforme a operação ganha escala, novas tecnologias se tornam disponíveis ou o mercado se transforma. O desafio está em identificar quais dessas dores podem ser enfrentadas de novas maneiras e encontrar, fora dos limites da organização, competências capazes de contribuir para isso.
É nesse espaço que a inovação aberta pode assumir um papel estratégico. A lógica parte de uma necessidade concreta, estrutura o problema, busca no ecossistema alternativas com potencial de resposta e cria condições para testá-las na prática.
Essa abordagem está no centro do Germinar, programa de inovação aberta da M. Dias Branco realizado com apoio da Innoscience. Atualmente em sua sétima edição, a iniciativa vem transformando demandas de diferentes áreas da companhia em oportunidades de conexão e experimentação com startups.
O segundo ciclo da edição atual está na fase de pilotos. Depois do mapeamento das questões prioritárias e da seleção das startups, as propostas avançaram para testes em situações reais da companhia. Nesta rodada, quatro temas mostram como a inovação pode atuar sobre diferentes alavancas de resultado.
Quatro dores de negócio levadas à inovação aberta
Os desafios selecionados alcançam diferentes áreas da M. Dias Branco, mas compartilham uma característica: partem de questões com impacto direto sobre custos, produtividade, riscos ou capacidade de execução. Os pilotos permitem testar novas respostas para problemas que também fazem parte da agenda de outras grandes organizações industriais.
- Simulador preditivo de abastecimento e compra de trigo: demanda, fornecimento, logística e oscilações de mercado tornam complexa a decisão de quanto e quando comprar uma matéria-prima estratégica. O piloto testa modelos preditivos e simulações para ampliar a capacidade de antecipar cenários, riscos de ruptura e oportunidades de compra.
- Otimização digital de embalagens e paletização: dimensões, resistência, ocupação de espaço e organização das cargas interferem em custos de transporte, avarias e aproveitamento da capacidade logística. A tecnologia em teste busca simular diferentes configurações para tornar esse processo mais eficiente.
- Gestão automatizada do fluxo de processos: acompanhar simultaneamente responsáveis, etapas, prazos e gargalos pode se tornar complexo em portfólios com grande volume de iniciativas. A proposta é ampliar a visibilidade sobre o fluxo dos projetos e automatizar controles, contribuindo para reduzir atrasos e o time to market.
- Assistente de registro de atividades para comprovação fiscal: o registro de atividades, horas, custos e insumos dos projetos é fundamental para a comprovação fiscal e para a mensuração dos investimentos realizados em Pesquisa e Desenvolvimento. O piloto busca tornar esse acompanhamento mais contínuo, estruturado e integrado aos sistemas da companhia.
Abastecimento, logística, velocidade de execução e gestão dos investimentos em P&D são questões distintas, mas mostram como a inovação pode ser direcionada a necessidades com impacto mensurável sobre o negócio. Ao estruturar essas dores e levá-las ao ecossistema, a companhia amplia as possibilidades de encontrar alternativas que dificilmente seriam acessadas apenas a partir dos recursos internos.
“O Germinar conecta os desafios prioritários das áreas de negócio ao ecossistema de inovação, criando oportunidades para testar soluções com potencial de gerar ganhos concretos para a Companhia. Nosso foco é transformar dores reais em iniciativas que contribuam para a eficiência, a competitividade e a evolução do negócio”, afirma Rodrigo Palopoli, gerente executivo de P&D”, explica Rodrigo Palopoli, Gerente Executivo de Projetos e Inovação da M Dias Branco.
Do piloto à possibilidade de contratação
A experimentação é um dos pontos centrais da metodologia do Germinar. Essa fase permite observar, em condições reais, como a tecnologia de uma startup responde a uma necessidade concreta da M. Dias Branco.
Na sequência, as startups participam do Demo Day, quando apresentam os resultados alcançados durante os testes. A partir das evidências geradas, aquelas com aderência e potencial de continuidade podem avançar para uma parceria comercial e se tornar fornecedoras da companhia.
O Germinar já possui um histórico relevante nesse percurso. Ao longo de suas edições, 17 startups participantes foram contratadas pela M. Dias Branco, mostrando que a conexão com o ecossistema pode avançar da experimentação para relações efetivas de fornecimento.
A Innoscience acompanha o programa ao longo dessa trajetória, apoiando a M. Dias Branco desde a estruturação das demandas e busca e seleção de startups até a condução dos testes e avaliação das propostas.
Para Sérgio Gualdi, sócio da Innoscience, a experimentação é justamente o elo entre uma oportunidade identificada no ecossistema e a possibilidade de gerar valor para a empresa.
“Inovação aberta não termina quando encontramos uma startup. O piloto é o momento de colocar uma hipótese à prova, entender como aquela tecnologia responde a uma dor real e gerar evidências para uma decisão de continuidade. Quando essa jornada é estruturada, a empresa consegue reduzir incertezas antes de avançar para uma relação comercial e aumenta as chances de transformar inovação em resultado”, afirma Sérgio Gualdi, sócio da Innoscience.
Sete edições transformando problemas em oportunidades de inovação
A continuidade do Germinar permite observar como a inovação aberta ganha maturidade dentro de uma grande organização. Ao longo das sete edições, diferentes áreas da M. Dias Branco levaram ao programa questões relacionadas a desenvolvimento de produtos, sustentabilidade, eficiência energética, inteligência artificial, gestão hídrica, vendas e logística, entre outras frentes.
A recorrência contribui para desenvolver a capacidade interna de identificar necessidades, estruturá-las para o mercado, experimentar alternativas e avaliar quais delas possuem condições de avançar. O histórico de 17 startups contratadas é também um indicador dessa evolução, porque mostra que a experimentação pode resultar em relações comerciais incorporadas à cadeia de fornecedores da companhia.
Inovação aberta com método para gerar valor
Nem todas as inovações precisam ser desenvolvidas internamente. A metodologia de inovação aberta da Innoscience parte dos desafios corporativos para identificar no ecossistema startups e parceiros estratégicos capazes de contribuir com novas respostas.
Com método e tecnologia própria, apoiamos as empresas desde a estruturação e priorização dos desafios até o mapeamento, avaliação e seleção de potenciais parceiros, experimentação e escala. A inteligência artificial é aplicada ao longo desse processo para ampliar a capacidade de busca, avaliar alternativas e priorizar aquelas com maior potencial, aumentando a assertividade e reduzindo o tempo de resposta.
A trajetória construída com a M. Dias Branco mostra essa lógica na prática. O objetivo é criar um caminho estruturado para que problemas relevantes encontrem novas respostas, sejam testados em condições reais e possam avançar para relações de negócio. Entregamos inovação que gera valor.