Mateus Casanova é um inovador com tecnologia em seu DNA. Formado em Ciência da Computação no ano 2000, ele construiu uma trajetória que começa no campo acadêmico, passa pela pesquisa, sala de aula e segue viva até hoje por meio da mentoria de profissionais em desenvolvimento. “Sempre gostei muito do ambiente acadêmico, de trocar, de ensinar e aprender ao mesmo tempo”, conta. Ainda assim, foi o dinamismo do mundo corporativo que acabou falando mais alto. “O negócio tem um ritmo próprio, desafios reais acontecendo o tempo todo. Aquilo me puxou.”
Nos primeiros anos de carreira, Mateus transitou por diferentes áreas da tecnologia, com forte atuação em infraestrutura, redes, telecomunicações e segurança da informação. A missão era clara: garantir que a tecnologia funcionasse. “Minha visão era muito técnica. Tecnologia precisava estar de pé, estável, segura. Esse era o sucesso”, relembra. Essa lógica começou a mudar quando o contato com o negócio deixou de ser periférico e passou a ser central.
2014: quando tecnologia e inovação passam a responder ao negócio
A virada de chave aconteceu em 2014. Ao assumir posições mais próximas da operação e da estratégia, Mateus passou a se perguntar não apenas se a tecnologia funcionava, mas para quê ela existia. “Foi quando comecei a pensar diferente: como a tecnologia pode ajudar o negócio?”, explica. A partir daí, inovação, tecnologia e negócios deixaram de ser áreas separadas e passaram a operar como eixos complementares.
Essa mudança de mindset orientou suas decisões nas empresas pelas quais passou. Mateus passou a defender que nem tudo precisa ser resolvido internamente, e que parcerias podem acelerar testes e aprendizados. “Não faz sentido querer resolver tudo dentro de casa. O objetivo da experimentação é entender se aquilo faz sentido”, afirma. Para ele, inovação só acontece quando existe estratégia clara, responsabilidade definida e conexão real com quem executa.
Inovação na prática gerando resultados concretos
Um marco na carreira aconteceu em 2019, quando Mateus liderou uma iniciativa que unia tecnologia, operação e experiência do usuário de forma inédita dentro da organização. O desafio era ambicioso: tornar uma operação de atendimento totalmente digital mais eficiente, produtiva e fluida, integrando diferentes canais de interação em um único fluxo inteligente.
A solução combinava texto e voz para reduzir fricções, acelerar respostas e liberar as pessoas para atividades de maior valor. O impacto foi imediato, tanto em produtividade quanto na percepção dos usuários. “Foi a primeira vez que senti, de forma muito clara, inovação, tecnologia e negócio funcionando juntos”, relembra. Não se tratava apenas de implantar uma nova solução, mas de redesenhar a forma como o serviço era prestado, com foco real em resultado.
Esse projeto consolidou uma convicção que Mateus carrega até hoje: inovação só faz sentido quando resolve problemas concretos, melhora a experiência das pessoas envolvidas e entrega ganhos claros para a operação. É nesse ponto que tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser motor de transformação.
Conselhos para áreas de tecnologia e inovação
Mateus reforça que inovação aberta não beneficia apenas a empresa, mas principalmente os times. “Quando escutamos startups, abrimos a cabeça das pessoas para o que está acontecendo no mercado. Eu vejo que as pessoas, os profissionais têm muito a ganhar quando eles de abrem para escutar o novo”
No fim, tudo converge para um ponto central. “Inovação é sobre pessoas”, afirma. “Nada acontece se elas não estiverem engajadas, se não entenderem os benefícios, se não fizer sentido no dia a dia.” Tecnologia, processos e métodos são importantes, mas são apenas meios.
Mateus Casanova representa o perfil de inovadores corporativos que entende que transformar organizações é, antes de tudo, transformar a forma como pessoas trabalham, decidem e constroem juntas. Agradecemos ao Mateus por compartilhar sua trajetória e visão com a gente, mostrando que inovação de verdade começa quando tecnologia encontra propósito humano.